| |
A importância de Educação Escolar nos primeiros anos de vida.
A preocupação com a Educação Infantil no nosso país tem atualmente apresentado um grande avanço. A intensificação da urbanização, a participação da mulher no mercado de trabalho, as mudanças na organização e estrutura das famílias e o avanço do conhecimento cientifico sobre o desenvolvimento da criança, são apontados como fatores preponderantes para esta questão.
A sociedade atual está mais consciente no que diz respeito ao direito e a importância da criança freqüentar um ambiente escolar desde os primeiros anos de vida. Entretanto, nem sempre foi assim.
A Educação Infantil foi, por muito tempo, uma modalidade que contou com pouca ou nenhuma preocupação no que atinge às questões de planejamento do trabalho: objetivos, conteúdos, metodologia, avaliação, re-planejamento. Na maioria das vezes era tida como uma ocupação menor e seus principais agentes, os professores, vistos como tutores da infância, numa concepção em que o cuidado era estabelecido em detrimento do pedagógico, ou seja, preservar a integridade física da criança era o mais importante.
A Educação Infantil, ao longo dos anos amadureceu em muitos aspectos e mostrou a que veio: contribuir para o desenvolvimento saudável do ser humano desde os primeiros momentos de vida. Nas últimas décadas, os debates em nível nacional e internacional apontam para a necessidade de que as escolas de Educação Infantil incorporem de maneira integradora as funções de educar e de cuidar.
Neste sentido, de acordo com Política Nacional e suas determinações mais recentes, a Educação Infantil, destinada as crianças de zero a seis anos, é a primeira etapa da educação básica, indispensável à cidadania e passa a considerar o educar tão importante, quanto o cuidar.
A preocupação com o educar desta faixa etária e o avanço do conhecimento cientifico sobre o desenvolvimento da criança, começa concebê-la como um ser humano completo que, embora em processo de desenvolvimento, não é apenas um “vir a ser”. Ela é um ser ativo e capaz, motivado pela necessidade de ampliar seus conhecimentos e experiências e de alcançar progressivos graus de autonomia frente às condições do seu meio.
O contexto atual da Educação Infantil também se deu conta que embora o desenvolvimento infantil siga processos semelhantes em todas as crianças, ele obedece a ritmos e modos individuais, peculiares a cada uma delas. A criança como todo ser humano, passa a ser vista como um sujeito que faz parte de uma sociedade e que tem sua própria história. Pertence a uma família que também está inserida na sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado momento histórico.
Surge então, uma nova concepção de Educação Infantil que começa a observar a criança na sua totalidade. Concepção esta que busca compreender a criança no seu desenvolvimento total.
Para isso, o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil propõe que as Instituições de Educação Infantil ofereçam às crianças, condições para as aprendizagens que ocorrem nas brincadeiras e nas situações pedagógicas intencionais, pois parte do princípio de que o educar significa propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, além de acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural.
Com relação ao cuidar, o RCNEI revela a importância de considerar principalmente, as necessidades das crianças que quando observadas, ouvidas e respeitadas, dão pistas importantes ao educador sobre a qualidade do atendimento que estão recebendo.
Ao educador da área cabe, portanto, trabalhar com conteúdos de naturezas diversas que abarquem de cuidados básicos essenciais, até conhecimentos específicos provenientes das diversas áreas do conhecimento, participando de uma proposta curricular de qualidade e, promovendo projetos educativos junto as crianças e seus familiares. Deve ele ser o mediador do conhecimento, ou seja, aquele que ajuda a criança a aprender o conhecimento que ainda não atinge sozinha.
É importante, enfim que os profissionais envolvidos neste processo possam oferecer novas situações de aprendizagem, promovendo a interação entre as crianças e o ambiente, o material, os objetos da sala e a força dela para a construção do conhecimento.
Vale ressaltar, a importância da presença da família neste processo, orientando as crianças nas atividades de casa, dando continuidade ao trabalho realizado na escola.
É nesta perspectiva do educar e do cuidar, respeitando cada criança como um ser único e considerando a etapa de desenvolvimento em que se encontram, que norteamos o trabalho da Educação Infantil aqui na Escola Ábaco, pois acreditamos que a nossa criança é um sujeito ativo no processo de aprendizagem.
Adriana Gomes Silva
Pedagoga e Psicopedagoga
Coordenadora de Educação Infantil
do Colégio Civilização
|